segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Custódia Franciscana da Amazônia realiza Assembleia Anual


Entre os dias 5 a 8 de janeiro, no Convento São Francisco, Curia Custodial em Santarém no Pará, estiveram reunidos em Assembléia Anual os Frades Franciscanos da refedida Custódia. O tema central deste encontro era: Discernimento Estrategico. Os frades presentes avaliaram a presença franciscana no vasto chão da amazônia. O proximo encontro ja está marcado pra novembro, quando será eleito novo governo da Custódia São Benedito da Amazônia.

sábado, 12 de dezembro de 2009

12 de dezembro - Dia de Nossa Senhora de Guadalupe


HISTÓRIA: Os registos sobre as quatro aparições de Nossa Senhora de Guadalupe relacionam-se com o México. Dez anos após a tomada da Cidade do México, a guerra chegou ao fim e começou a brotar a fé. Em 1531, no princípio do mês de Dezembro, um pobre índio, Juan Diego, antes do amanhecer, seguia o seu culto divino. Ao chegar ao topo da montanha Tepeyacac, o Sol nasceu e ele ouviu o canto dos pássaros. Mas de vez em quando as vozes cessavam e parecia que o monte lhes respondia. O som, muito suave, fez com que Juan Diego parasse e dissesse: «Porventura sou digno do que ouço? Será um sonho? Ou estarei a chegar ao paraíso terrestre de que os mais velhos nos falam? Ou, quem sabe, estarei no céu?...» Olhando para o Oriente, de onde vinha o canto celestial, ouviu uma voz que chamava pelo seu nome. Foi ver... Quando alcançou o topo da montanha viu uma Senhora, parada, que lhe disse para se aproximar. Mais de perto, maravilhou-se com a sua beleza. O seu vestido era radiante como o Sol, o penhasco onde estavam os seus pés brilhava e parecia uma pulseira de pedras preciosas. A terra cintilava como um arco-íris. As próprias ervas daninhas pareciam ali esmeraldas, pois a folhagem e os ramos brilhavam como ouro. Encantado, Diego inclinou-se diante da Senhora e ouviu a Sua palavra: «Juanito, o mais humilde dos meus filhos, onde vais?...» Ele respondeu: «Minha Senhora e Menina, tenho de chegar à Vossa igreja no México para seguir as coisas divinas.» Ao que a Senhora respondeu: «Desejo que um templo seja construído aqui, rapidamente; então poderei mostrar todo o meu amor, compaixão, socorro e protecção, porque Eu sou vossa piedosa Mãe e de todos os habitantes desta terra e de todos os outros que me amam, invocam e confiam em mim. Ouço todos os vossos lamentos e remedeio todas as vossas misérias, aflições e dores. E para realizar o que a minha clemência pretende, vai ao palácio do Bispo do México e diz-lhe que manifesto o meu grande desejo: que aqui neste lugar seja construído um templo para mim. Vai, e coloca neste pedido todo o teu esforço.»

Juan Diego desceu e seguiu em direcção à Cidade do México. Entrado na cidade, foi directamente ao palácio do Bispo, um franciscano. Procurou vê-lo, pedindo ao criado que o anunciasse. Esperou muito tempo... Entrou, ajoelhou-se e contou ao Bispo a mensagem que recebera de Nossa Senhora, bem como tudo que havia visto, escutado e admirado. Porém, o Bispo, incrédulo, disse-lhe: «Volta depois, meu filho, e eu ouvir-te-ei com muito prazer. Examinarei tudo e pensarei bem no assunto.» Juan Diego saiu triste, porque a sua mensagem não fora ouvida. Mas voltou ainda no mesmo dia ao sítio onde falara com a Senhora. Ela esperava-o no mesmo lugar. Queixou-se então da atitude do Bispo: «Entendo pelo seu modo de falar que não acredita em mim. Por isso encarecidamente Vos peço, Senhora minha, que informeis alguém mais importante, bem conhecido, respeitado e estimado, para que acreditem. Porque eu não sou ninguém, sou uma simples folha na floresta.» A Virgem respondeu: «Deves entender que tenho vários servos e mensageiros, aos quais posso encarregar de levar a mensagem e executarem o meu desejo, mas eu quero que tu mesmo o faças. Tu vais em meu nome, e pede a construção do templo como Eu pedi!» No dia seguinte, antes do amanhecer, deixou a sua casa e foi de novo ver o Bispo. Ajoelhou-se diante dos seus pés e, chorando, expôs a ordem de Nossa Senhora. O Bispo fez várias perguntas, mas apesar da precisa descrição da imagem da Senhora, o Bispo insistia que seria preciso um «sinal». Desiludido, Juan voltou para junto da Virgem Santíssima, contando--lhe a resposta que trazia do Bispo. A Senhora disse-lhe: «Muito bem, levarás ao Bispo o sinal por ele pedido. Com isso ele irá acreditar em ti, e nunca mais duvidará deste pedido.» Quando Juan Diego ouviu estas palavras, ficou consolado. Prometeu que iria então levar o sinal ou prova, a fim de que acreditassem nele. A Senhora ordenou que subisse ao topo da montanha, e que levasse algumas flores. Colhendo-as rapidamente, entregou as diferentes rosas e a Senhora tocou-as com as suas mãos, dizendo: «Esta variedade de rosas é a prova e sinal que levarás ao Bispo. És meu embaixador, digno de confiança. Ordeno-te que apenas diante da presença do Bispo desenroles o manto e descubras o que vai dentro dele.» No palácio do Bispo, os criados tentaram ver o que Juan Diego carregava. Com cuidado, ele descobriu o manto e eles puderam ver algumas flores; ao verem que eram rosas fora de época, ficaram impressionados. Estenderam a mão para as rosas, mas, ao tentar mexer-lhes, elas pareciam pintadas ou estampadas no tecido. Ao relatarem esse facto ao Bispo, ele compreendeu finalmente que Juan Diego trazia consigo a prova desejada. Recebeu-o, e quando as rosas caíram ao chão apareceu a imagem de Nossa Senhora, tal como é vista ainda hoje no templo que foi construído em sua honra, chamado «Nossa Senhora de Guadalupe». Diz-se que a imagem peregrina de Nossa Senhora verteu lágrimas em 1994.


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Hoje é dia de SANTA ISABEL DA HUNGRIA, padroeira da Ordem Terceira

Diz a lenda que Isabel foi invocada mesmo antes de nascer. Um vidente anunciou seu glorioso nascimento como estrela que nasceria na Hungria, passaria a brilhar na Alemanha e se irradiaria para o mundo. Citou-lhe o nome, como filha do rei da Hungria e futura esposa do soberano de Eisenach (Alemanha).

De fato, como previsto, a filha do rei André, da Hungria, e da rainha Gertrudes, nasceu em 1207. O batismo da criança foi uma festa digna de reis. E a criança recebeu o nome de Isabel, que significa repleta de Deus.

Ela encantou o reino e trouxe paz e prosperidade para o governo de seu pai. Desde pequenina se mostrou de fato repleta de Deus pela graça, pela beleza, pelo precoce espírito de oração e pela profunda compaixão para com os sofredores.

Tinha apenas quatro aninhos quando foi levada para a longínqua Alemanha como prometida esposa do príncipe Luís, nascido em 1200, filho de Hermano, soberano da Turíngia. Hermano se orientava pela profecia e desejava assegurar um matrimônio feliz para seu filho.

Dada a sua vida simples, piedosa e desligada das pompas da corte, concluíram que a menina não seria companheira para Luis. E a perseguiam e maltratavam, dentro e fora do palácio.

Luis, porém, era um cristão da fibra do pai. Logo percebeu o grande valor de Isabel. Não se impressionava com a pressão dos príncipes e tratou de casar-se quanto antes. O que aconteceu em 1221.

A Santa não recuava diante de nenhuma obra de caridade, por mais penosas que fossem as situações, e isso em grau heróico! Certa vez, Luis a surpreendeu com o avental repleto de alimentos para os pobres. Ela tentou esconder... Mas ele, delicadamente, insistiu e... milagre! Viu somente rosas brancas e vermelhas, em pleno inverno. Feliz, guardou uma delas.

Sua vida de soberana não era fácil e freqüentemente tinha que acompanhar o marido em longas e duras cavalgadas. Além disso, os filhos, Hermano, de 1222; Sofia, de 1224 e Gertrudes, de 1227.

Estava grávida de Gertrudes, quando descobriu que o duque Luis se comprometera com o Imperador Frederico II a seguir para a guerra das Cruzadas para libertar Jerusalém. Nova renúncia duríssima! E mais: antes mesmo de sair da Itália, o duque morre de febre, em 1227! Ela recebe a notícia ao dar à luz a menina.

Quando Luis ainda vivia, ele e Isabel receberam em Eisenach alguns dos primeiros franciscanos a chegar na Alemanha por ordem do próprio São Francisco. Foi-lhes dado um conventinho. Assim, a Santa passou a conhecer o Poverello de Assis e este a ter freqüentes notícias dela. Tornou-se mesmo membro da Familia Franciscana, ingressando na Ordem Terceira que Francisco fundara para leigos solteiros e casados. Era, pois, mais que amiga dos frades. Chegou a receber de presente o manto do próprio São Francisco!

Morto o marido, os cunhados tramaram cruéis calúnias contra ela e a expulsaram do castelo de Wartburgo. E de tal forma apavoraram os habitantes da região, que ninguém teve coragem de acolher a pobre, com os pequeninos, em pleno inverno. Duas servas fiéis a acompanharam, Isentrudes e Guda.

De volta ao Palácio quando chegaram os restos mortais de Luís, Isabel passou a morar no castelo, mas vestida simplesmente e de preto, totalmente afastada das festas da corte. Com toda naturalidade, voltou a dedicar-se aos pobres. Todavia, Lá dentro dela o Senhor a chamava para doar-se ainda mais. Mandou construir um conventinho para os franciscanos em Marburgo e lá foi morar com suas servas fiéis. Compreendeu que tinha de resguardar os direitos dos filhos. Com grande dor, confiou os dois mais velhos para a vida da corte. Hermano era o herdeiro legitimo de Luis. A mais novinha foi entregue a um Mosteiro de Contemplativas, e acabou sendo Santa Gertrudes! Assim, livre de tudo e de todos, Isabel e suas companheiras professaram publicamente na Ordem Franciscana Secular e, revestidas de grosseira veste, passaram a viver em comunidade religiosa. O rei André mandou chamá-las, mas ela respondeu que estava de fato feliz. Por ordem do confessor, conservou alguma renda, toda revertida para os pobres e sofredores.

Construiu abrigo para as crianças órfãs, sobretudo defeituosas, como também hospícios para os mais pobres e abandonados. Naquele meio, ela se sentia de fato rainha, mãe, irmã. Isso no mais puro amor a Cristo. No atendimento aos pobres, procurava ser criteriosa. Houve época, ainda no palácio, em que preferia distribuir alimentos para 900 pobres diariamente, em vez de dar-lhes maior quantia mensalmente. É que eles não sabiam administrar. Recomendava sempre que trabalhassem e procurava criar condições para isso. Esforçava-se para que despertassem para a dignidade pessoal, como convém a cristãos. E são inúmeros os seus milagres em favor dos pobres!

De há muito que Isabel, repleta de Deus, era mais do céu do que da terra. A oração a arrebatava cada vez mais. Suas servas atestam que, nos últimos meses de vida, frequentemente uma luz celestial a envolvia. Assim chegou serena e plena de esperança à hora decisiva da passagem para o Pai. Recebeu com grande piedade os sacramentos dos enfermos. Quando seu confessor lhe perguntou se tinha algo a dispor sobre herança, respondeu tranqüila: "Minha herança é Jesus Cristo !" E assim nasceu para o céu! Era 17 de novembro de 1231.

Sete anos depois, o Papa Gregório IX, de acordo com o Conselho dos Cardeais, canonizou solenemente Isabel. Foi em Perusa, no mesmo lugar da canonização de São Francisco, a 26 de maio de 1235, Pentecostes. Mais tarde foi declarada Padroeira das Irmãs da Ordem Franciscana Secular.

FREI CARMELO SURIAN, O.F.M.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009


A vida franciscana é assim...